Novos adoradores para o Santuário Arquidiocesano da Santíssima Eucaristia – Paróquia Nossa Senhora da Boa Viagem – Belo Horizonte

No último domingo, dia 21 de novembro, o Arcebispo de Belo Horizonte dom Walmor de Oliveira Azevedo, presidiu a missa da celebração da Solenidade de Cristo Rei no Santuário Arquidiocesano da Santíssima Eucaristia – Paróquia Nossa Senhora da Boa Viagem. Na ocasião, também aconteceu a investidura de 35 novos adoradores para a obra da Adoração Perpétua.

Após uma bela caminhada de formação sobre a vocação eucarística do adorador do Santíssimo sacramento, um total de 35 leigos e leigas assumiram, no dia 21 de novembro de 2021, Festa de Cristo Rei, o compromisso de participar na adoração perpétua no Santuário Arquidiocesano da Santíssima Eucaristia. Este caminho foi realizado com a colaboração do Ir. Cristophe Mendy sss, e da Ir. Luzia, Sacramentina de Bérgamo.

A partir de agora, estes novos adoradores irão compor a obra da adoração perpétua, ao menos uma vez por mês, no santuário de adoração, à noite.  Os novos adoradores em companhia dos quase 100 adoradores noturnos e diurnos inscritos, participaram de um retiro, onde o tema central pregado pelo Ir. Cristophe foi “A Eucaristia: sacramento de esperança”.

A equipe de comunicação do Santuário Arquidiocesano da Santíssima Eucaristia teve um breve momento de encontro com o Ir. Christophe para uma pequena entrevista:

Equipe de Comunicação (E. C): Ir. Christophe. Um adorador… para que?

Ir. Christophe (Ir. C): Para poder interceder, quer dizer, continuar ou, melhor, participar de maneira mais efetiva na missão da oração da Igreja, aquela missão de vigília diante do Senhor pelo mundo.

E C: O que preciso para ser adorador?

Ir. C: Par ser adorador é preciso o amor pela oração mas também uma grande disponibilidade para comprometer-se, estar presente, pelo menos uma hora (durante a noite) diante do Santíssimo Sacramento

E C: Qual a importância dos adoradores para os dias atuais?

Ir. C: A importância dos adoradores para os tempos atuais tem a ver com a sua missião de ser intercessor oferecendo ao Senhor as necessidades dos homens e mulheres do nosso tempo; sendo assim, também, sinal da presença de Deus em meio do seu povo.

E C: Porque fazer adoração?

Ir. C: Porque é uma resposta dos cristãos frente ao chamado, ou melhor, ao projeto de Deus de entrar em comunhão com os homens e mulheres. Mas também, porque é uma maneira concreta de assumir a missão de oração, de intercessão da Igreja sendo assim testemunhas do amor gratuito de Deus

E C: Qual é a importância da adoração para a Igreja?

Ir. C: Para Igreja a adoração, além de continuar com a missão sua da oração, de interceder pelo mundo, ela constitui uma resposta de amor e um serviço diante da comunidade. Assim a Igreja, pela adoração, continua contemplando o que se celebra: o mistério de amor. Desse modo, a Igreja continua mantendo acesa a luz da fé e da esperança no mundo.

E C: Que significou para você coordenar a formação dos novos adoradores?

Ir. C: Para mim coordenar a formação dos novos adoradores significou oferecer um serviço para a Igreja, isto é, participar na formação dos leigos na compreensão do sacramento da Eucaristia e do sentido da adoração como continuidade do que celebramos como povo de Deus. Nesse sentido, ressalta-se a importância da formação para entender melhor o sacramento da eucaristia sendo ele, a fonte da vida cristã, da nossa fé no ressuscitado que caminha com e em meio de nos fazendo-se pão para alimentar e sustentar o seu povo.

E C: Como sacramentino… Qual mensagem entregaria aos novos adoradores?

Ir. C: Como sacramentino penso que a mensagem que entregaria seria a seguinte: voltar à centralidade de uma compreensão do sacramento da eucaristia em suas duas dimensões: a celebração e a adoração. Porque simplesmente, adoramos o que celebramos. Sendo assim, é preciso compreender que para nós, cristãos, a eucaristia, celebrada e contemplada é a fonte para dar respostas, ou novas respostas, aos desafios atuais porque é aí que se celebra o amor de Deus entendido como entrega gratuita para o bem de todos. A partir dessa compreensão, assumir a missão de sermos pão partido e compartido e também sangue derramado para os outros, pelo mundo, ou seja, assumir o projeto de Cristo de acolher o Reino de Deus: lutar contra a discriminação e a injustiça. Então, a necessidade para nós, como povo de Deus, de compreender e de assumir as implicações do que celebramos que deve nos conduzir a uma transformação, a novos modos de relacionarmos como filhos e filhas de um mesmo Pai e que compartilha o mesmo pão: o Corpo de Cristo.

Colaboração: Ir. Christophe Mendy, sss. / Imagens: Patrícia Ribas

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