Ser sacramentino no tempo da solidariedade, fraternidade e oração

Neste ano de 2020 estamos vivenciados uma realidade dramática com o Coronavírus. Por isso, é para nós, Sacramentinos, um momento oportuno para vivermos dois pontos da nossa Regra de Vida: a vida orante e a vida fraterna.

1. Vida Orante: houve uma inversão necessária, para que possamos meditar um pouco mais sobre a importância do nosso povo em nossas igrejas e comunidades. Hoje se faz necessário não rezarmos somente para nós, mas também para nossos irmãos que estão fora de nossas comunidades. Recordar que o outro existe e necessita de nossas orações. Que a oração não pode estar somente dentro de nossas casas, mas fora delas, fora de nossos países. Independente de quem que seja, devemos nos colocar em oração uns pelos outros.

Este tempo nos leva a recorda a importância da oração, como nos ensina o evangelho de Sâo Lucas (capitulo 5. 15-16). Neste registro, bem como naqueles registros que se seguirão, é importante prestar especial atenção ao contexto, uma vez permite-nos ver as condições em que Jesus Cristo orou. Assim, a partir de Lucas 5:12-13, somos informados sobre a cura de um homem com lepra. O versículo 15, diz-nos que, apesar de Jesus evitar a publicidade de seus milagres “o relatório sobre ele espalhou-se nas redondezas ainda mais, e grandes multidões se reuniam para ouvir, e serem curadas de suas enfermidades” (Lucas 5: 15). Com essa passagem, podemos concluir que Jesus estava muito ocupado com as multidões chegando a Ele. E Ele, com certeza, era muito mais ocupado que muitos de nós.

Realmente, nessas condições, quantos de nós teria tido tempo para orar? Veremos o que Jesus fez:. “Mas Ele retirou-se para o deserto para orar” A palavra “mas”, que precede, contrasta com o que se segue. No nosso caso, o que precede esta palavra é a descrição de um muito ocupado Jesus Cristo. Diz-nos que, apesar do fato de estar muito ocupado, Ele retirou para o deserto e ali orava. “A sua fama, porém, se divulgava cada vez mais, e grandes multidões se ajuntavam para ouvi-lo e serem curadas das suas enfermidades. Mas ele se retirava para os desertos, e ali orava.” Em outras palavras, a oração era um HÁBITO de Jesus, algo a que Ele deu prioridade. Isto nos, aponta por sua vez, a importância da oração. Essa importância é tão grande que Jesus Cristo, o Filho de Deus, costumava separar um tempo especial para isso, mesmo quando Ele estava muito ocupado com outras atividades piedosas.

Vivemos uma realidade para recorda que Deus se faz presente dentro dos hospitais, nas mãos abençoadas dos médicos e toda a equipe de enfermagem. Um Deus que se faz presente nas pessoas que estão nas ruas levando os medicamentos e alimentos para dar a vida a outras pessoas como os caminhoneiros etc. Não foi atoa que o nosso Fundador São Pedro Julião Eymard, buscou levar Jesus cristo aos mais necessitados. Hoje o nosso fundador também caminha nesta estrada com esses nossos irmão que sofrem com o vírus. Quantas pessoas neste momento choram e vivem à espera de Jesus? Mas sabemos que Cristo está presente. Frente a essa realidade, a oração é o maior alimento. É a força de todos nós.

2. Vida fraterna: temos olhado para laço de fraternidade com os nossos irmãos, uma aproximação viva e eficaz com eles, no sentido de ajudarmos cada um cuidar mais de si mesmo e do outro, se tratando da importância de se ter uma saúde. Não podemos ser indiferentes ao outro, mas sermos fraternos e amáveis. Durante o tempo de Coronavírus, quantas historias bonitas de fraternidade temos visto, de pessoas que procuram ajudar umas às outras com aquilo que pode?

Devemos pensar no outro e em sua importância na vida de comunidade. Quando olhamos para a Igreja vazia, nosso coração sacramentino comove-se. No entanto, nos ensina a importância de cada um para a igreja. Não podemos estar sozinhos nesta caminhada, precisamos caminhar juntos com o nosso povo querido e amado. O ano de 2020 nos convida a vivermos a belíssima experiência de oração, fraternidade e misericórdia. Que São Pedro Julião Eymard nos ajude a enfrentar esta realidade. Que nos ajude a termos força e coragem para darmos as mãos a quem precisa. Somos enviados por Cristo para dar o nosso testemunho de fraternidade sacramentina para com os que sofrem.
Se vivermos concretamente a fraternidade, faremos a maior e melhor pregação do Evangelho. Os apóstolos a experimentaram por meio de um empenho por uma vida mais digna para seus irmãos.

O testemunho da possibilidade da fraternidade foi o melhor modo de pregar o Evangelho. Esse testemunho arrastou inúmeras pessoas: a cada dia, o Senhor aumentava o número daqueles que se contagiavam pela fraternidade efetivamente vivida pelos primeiros cristãos . (At 2, 47).

A fraternidade evangélica não se resume à simpatia que temos pelas pessoas do nosso grupo. Ela extrapola esse parâmetro, abrangendo, especialmente, os mais pobres e os necessitados. E não poderia ser diferente, porque Cristo se identificou com os pobres (cf. Mt 25,31ss); definiu sua missão a partir da evangelização dos pobres (cf. Lc 4,18-19), e demonstrou a veracidade de Seu Evangelho a partir de Sua ação a favor dos pobres (Lc 7, 21-22).

Como Jesus, nós sacramentinos precisamos ser promotores da paz, da justiça e da vida verdadeira. Nossa presença no meio dos homens deve ter essa conotação. Tudo o que fazemos e somos, deve ser no sentido de sermos testemunhas da vida escondida em Deus, que experimentamos na oração.

Por Irmão Joel Fernandes Lopes.

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